Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Há esperança...

Nunca fui grande seguidor da política interna dos EUA, mas, para minha grande infelicidade, aprendi com último animal que teve a América nas mãos que, o melhor, é mesmo estar um pouco mais atento ao que se passa do lado de lá do Atlântico. Há mais de um ano que sigo atentamente o percurso de um senhor chamado Obama e agora, o meu desejo, está cada vez mais perto de ser realizado. A verdade é que, para o bem e para o mal, estou cada vez mais entusiasmado com a coisa. O curtíssimo vídeo que se segue é mais uma razão para isso:

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Me La Debes

© Carlos Cuarón

A inveja é uma coisa feia, iv

© Rose & Olive, publicada em fiftyrooms.com

Não existem muitas palavras para descrever o ciúme que sinto por quem toca o papel polaroid que pode ser contemplado em fiftyrooms.com.

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Cashback

Já um pouco tardia, fica notícia, dada pelo Vasco e pelo Sérgio, de que Cashback, em versão longa, já está nos cinemas. A versão curta de Cashback, já uma vez partilhada no Malibucola, fica aqui:

© Sean Ellis

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

On My Shoulders

The Do, "On My Shoulders", 2008

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

sussurro-vos:

Dessous les pavés c'est la plage!

Chiamami come vuoi

The Ting Tings, That’s Not My Name, 2008

(...)

They call me ‘hell’

They call me ‘Stacey’
They call me ‘her’
They call me ‘Jane’
That’s not my name
That’s not my name
That’s not my name
That’s not my name

They call me ‘quiet girl’
But I’m a riot
Maybe ‘Joleisa’
Always the same
That’s not my name
That’s not my name
That’s not my name
That’s not my name

Are you calling me darling?
Are you calling me bird?
Are you calling me darling?
Are you calling me bird?


por culpa de uma ragazza e de um limão.

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

ir e voltar

fotografia © tiago gonçalves, Barcelona, 2008

a fotografia vem a propósito de um buraco que está por aí a ser escavado. digamos que é uma maneira de enterrar algum tempo. por enquanto, ainda só dá para ir e voltar.

so why dont you kill me?


Beck, "Loser", 1993

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

fotografia © tiago gonçalves

Sábado, 26 de Abril de 2008

Dezenas de novos amigos marotos

Stencil numa esquina do IST

Mais sobre o estado de Big Brother que se vive no Instituto Superior Técnico, através do jornal Diferencial, aqui.

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

The Big Brother State

O filme que se segue, foi publicado no Albergue dos danados há exactamente um ano e desde aí, tenho vindo a adiar sucessivamente a sua divulgação no favacal. Hoje, parece-me bastante pertinente. Não só por este dia, não só por esta última semana, mas principalmente pelos tempos que correm.

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

som matinal


MGMT, "Time to pretend", 2008

Cheira a Blogothèque


#64.2 - Beirut - The Penalty
by la blogotheque

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

fotografia © tiago gonçalves

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

fotografia © tiago gonçalves

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

A inveja é uma coisa feia, iii


Mais inveja. Desta vez não é só o trabalho de Rankin que me causa cobiça. As fotografias dele são fantásticas, mas, nos dias que correm, tão ou mais importante que isso, é a forma como se apresenta um trabalho. O sítio de Rankin, pela seu funcionalismo e simplicidade, merece o meu destaque e, como não poderia deixar de ser, o meu ciúme.

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

The Story of Stuff


É apenas uma amostra do excelente trabalho realizado por Annie Leonard, que merece ser visto na sua totalidade aqui.

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

definição de monstro:

Domingo, 13 de Abril de 2008

I Will Possess Your Heart

Curti tanto a música que se segue, que não fui capaz de me conter em publica-la, logo depois de aqueles senhores o terem feio.

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Pensar as Cidades | Professor Costa Lobo

Sou obrigado a partilhar convosco parte da intervenção que li do Professor Costa Lobo, feita no VI Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Planeadores do Território e publicada na revista Planeamento. É um texto descontraido que, para quem ainda não conhece o professor, revela bem as suas excelentes capacidades como orador [existe uma pequena biografia aqui]. Vale a pena ler e, mais importante ainda, pensar as Cidades a partir do que se segue.

(...)
Começamos a pensar que para elas [as cidades] conseguirem competir têm que ter grandes superfícies comerciais. Os holandeses não quiseram. É duvidoso se é bom. Os alemães estão a criar impostos sobre as grandes superfícies. Sacam os impostos e o que é que vão fazer com esses impostos? Vão colocá-los no comércio tradicional de bairro. Porque há muitas pessoas que não podem ir até ao grande centro comercial. Há muitas pessoas que, de facto, se habituaram. Metem-se no carro, porque ainda estamos na sociedade do carro, e vão fazer as suas compras semanais. Mas há pessoas que não podem fazer isso. Portanto essas, coitadinhas, sujeitam-se ao comércio que resta no bairro, que está cada vez mais pobre, cada vez mais sem nada, cada vez mais caro. Os alemães encontraram um sistema de ajudar esse comércio tradicional, comércio de bairro, que é tão importante para tanta gente, pessoas de mais idade, jovens, enfim, e quaisquer pessoas que não tenham aquela civilização do carro como obrigatória... Eu penso que o comércio tradicional é necessário. Cuidado, não o façam desaparecer. Se o plano é feito só pelas pessoas que são os técnicos, que estão na força da vida, que têm os seus carros, que se deslocam de um lado para o outro, esses não reparam que é necessário. É como na América: aqueles grandes subúrbios de casinhas isoladas por aí fora, umas atrás das outras, servem bem a pessoa que tem o seu carro e que vai para o seu clube, que vai para o seu trabalho, estão para ali com um vizinho de um lado, com um vizinho do outro, mais ou menos abandonados no deserto americano. Portanto cautela, essa não é a tradição europeia, ou também queremos ser americanos? Acho que não.

(...)


Cautela com isto. Será que as áreas centrais não são mais aquele espaço aberto, permanentemente aberto, onde a pessoa pode ir? Aqui tem-se feito o possível... A gente vai lá para Lisboa, lá para a Baixa Pombalina e não está fechado, mas está quase, porque de facto porta sim, porta não, está fechado. E a outra também! Portanto temos que ver se conseguimos encontrar outras soluções, e era tão fácil. Então lá em Lisboa era tão fácil que a área central fosse recuperada. Mas falta muita coisa. E a meu ver a primeira coisa que falta é o espírito associativo do próprio comerciante. Está muito ligado a processos antigos de fazer comércio, e não se sabe associar nem inovar. E não se sabendo associar é-se apanhado por uma grande multinacional, ou por um grande investidor que faz uma grande superfície, e passam a estar todos subordinados à vontade do dono daquela grande superfície. Se em vez de esperarem ser escravizados pelo grande dono as pessoas se associassem teriam outra força.


(...)


Uma pequenita referência só aos transportes. Temos aqui um “smart” pequenino, cá em baixo... Por muito pequenino que seja o “smart”, o carro é sempre qualquer coisa que ocupa muito espaço. Eu por exemplo ocupo mais ou menos 1/6 de um metro quadrado. Os carros ocupam cerca de 25 m2 para incluir a manobra, o abrir das portas, e se tivermos que ter um espaço no sítio onde se trabalha, outro em casa e outro no sítio onde vamos fazer as compras, 3 vezes 25 dá 75 m2, portanto contra aquele meu 1/6 de um metro quadrado, dá 6 vezes 75, dá qualquer coisa como algumas centenas de vezes mais, em relação à pessoa. Portanto acho que devemos ter muita cautela a ver como é que dominamos a questão da economia do carro. Eu ouvi, acho que foi anteontem, numa zona histórica, umas pessoas a defenderam que queriam o carro, outras a dizerem que não querem lá carros de maneira nenhuma. É uma zona conflituosa. Como urbanistas o que é que nós temos de fazer? Temos de encontrar uma terceira solução. E temos de encontrar uma fórmula que resolva os problemas. Porque é que eu quero o carro? Porque é que eu não quero o carro? Muitas vezes é porque as pessoas têm encetado a chamada guerra errada. Se a certa altura tiver uma rua onde cabem 20 carros, e tiver lá 40 pessoas que têm carro. Eu insistir que a câmara tem de lá deixar pôr os carros é uma guerra errada. Não vai ser possível! Ou eu mato o meu vizinho, ou qualquer coisa assim... Não é possível! Portanto as pessoas têm de encontrar guerras que sejam correctas. Hoje o poder público, a população, tem muita força. Mas, façam guerras certas, não façam guerras erradas. Se for preciso reivindiquem os transportes públicos, reivindiquem o estacionamento a um km de distância... um quilómetro? Então depois tinha que ir a andar 10 minutos! Mas se essa for uma solução possível e a outra não for solução? Como é que se está melhor? Com uma solução ou com uma não solução? Portanto, tem de se fazer com muita criatividade, com muita procura de criatividade, de mediação activa. Cuidado com o mediar conflitos onde as pessoas têm posições opostas! Temos de mediar mais do que estar ao meio, temos de inventar propostas que sejam completas e que respondam às diferentes necessidades com realismo e criatividade.


Continuar a ler aqui.

Lobo, M. C. (2007). A capacidade competitiva das cidades e da politica da habitação. Planeamento , nº4, p. 7.

TURN OFF!

Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

De novo Saramago

Desta vez ainda só temos o trailer, mas a coisa promete. O filme, que deve de chegar no próximo Outono, tem como título Blindness e é baseado na obra de José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira. A realização é da responsabilidade de Fernando Meirelles, o homem de Cidade de Deus, que tem relatado este projecto através de um interessante blogue.

Domingo, 6 de Abril de 2008

Society

Oh it's a mystery to me.
We have a greed, with which we have agreed...
and you think you have to want more than you need...
until you have it all, you won't be free.

Society, you're a crazy breed.
I hope you're not lonely, without me.

When you want more than you have, you think you need...
and when you think more then you want, your thoughts begin to bleed.
I think I need to find a bigger place...
cause when you have more than you think, you need more space.

Society, you're a crazy breed.
I hope you're not lonely, without me.
Society, crazy indeed...
I hope you're not lonely, without me.

There's those thinkin' more or less, less is more,
but if less is more, how you keepin' score?
It means for every point you make, your level drops.
Kinda like you're startin' from the top...
and you can't do that.

Society, you're a crazy breed.
I hope you're not lonely, without me.
Society, crazy indeed...
I hope you're not lonely, without me
Society, have mercy on me.
I hope you're not angry, if I disagree.
Society, crazy indeed.
I hope you're not lonely...
without me.

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

La flor más grande del mundo

Apesar de não ser grande fã de filmes de animação e de não conhecer praticamente nada da obra de Saramago, a verdade é que gostei muito desta curta realizada por Juan Pablo Etcheverry adaptada da obra "A maior flor do mundo" de José Saramago.

© Juan Pablo Etcheverry

Informação partilhada

Relembro que, mesmo quando isto anda numa de tons mais pardos, é possível ler, ver ou ouvir algo de novo. Do vosso lado direito encontrasse a informação que eu partilho diariamente convosco. Podem sempre aceder ao conteúdo directamente por aqui, ou ainda subescrever o feed... Bem, para quem já foi apanhado por um monstro selvagem que anda por aí à solta, tudo isto é bem mais fácil de compreender.

com ousadia


Continua a ser impossível enviar através de um blogue a intimidade um postal como estes feitos pela Rósario. Mas,
com alguma ousadia, vai ter que ser possível enviar muita força e um obrigado, já bastante atrasado, pelo fantástico exemplar que está em cima.

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

conta-me como é

em alturas de tons pardos como esta, é um alivio quando alguém escreve sobre aquilo que andava para sair e não saiu. mas vamos directos ao assunto: tenho dado comigo a pensar se faz algum sentido ser anfitrião de mochileiros (daqueles como eu gostava de ser mais) para amizades de três dias, muitas vezes em detrimento da vidinha mais banal... a malta até acha graça, é verdade, mas foda-se é mais que isso! parece que há um enorme desejo de conhecer o Mundo através dessa gente que anda por aí meio perdida. é na onda do já que não posso ir lá, conta-me como é... e, a pouco e pouco, este planeta revela-se um lugar estranho.

Terça-feira, 25 de Março de 2008

constatação | ii

pardo, adj. s. m. do Lat. pardu < pallidu

adj.,

de cor entre branco e preto;
cinzento quase negro;
nublado;
s. m.,
mulato;
mestiço;
prov.,
burel de cor parda.
ver-se em calças -as: ver-se em apuros, muito embaraçado.

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

constatação

isto está pardo.

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

The Dreamers


por estes dias, em que a inveja por não estar numa certa Cidade é enorme, há certos filmes que não fazem nada bem! nada mesmo. mas pronto. tenho ainda que dizer a este senhor, que pegue nas cordas, as vocais e as da guitarra, e que vá já para a escadaria!

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

de novo os caninos.

fotografia © tiago gonçalves | 2008

há algo nestes animais que tento compreender repetidamente e sempre sem sucesso. chamar-lhes sussessivamente de melhor amigo do homem é no mínimo falso. mesmo que exista uma saudável comunhão de interesses, a relação entre nós e estes seres peludos não é amizade! estou certo. talvez seja apenas curiosidade mútua.

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

fotografia © tiago gonçalves | 2008

Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Manuseamento da paparoca


Para todas as mesas refinadas deste pais, da de um Catarino ou Alberto, à de um Primeiro, o último grito em design de faqueiros está aí!

A inveja é uma coisa feia, ii

fotografia © Pedro Gonçalves

A inveja é mais uma vez inevitável. Desta vez, apoderou-se de mim depois de ter observado com maior atenção o trabalho que o Pedro apresenta. Aqueles retratos não deixam ninguém indiferente, assim como os locais por onde ele andou e as pessoas com quem contactou. Para mim, ainda há um terrível contributo para o sentimento de pena que me possui por ainda não ter estado na Guiné-Bissau. Chama-se Padre Henriques... Talvez um dia.