segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Uma cara do comércio tradicional

Esta fotografia, onde figura o senhor Manuel Cartuxo e a sua inspiradora mercearia, faz parte de um conjunto de imagens que registei numa tarde do Verão passado, quando andei de volta do comércio tradicional de Ourém.

É com pena que assistimos ao desaparecimento do ambiente destas lojas. As políticas dos centros comerciais e do poderoso franchising e marketing de massas, a par de uma enorme falta de conceito urbano no nosso planeamento, são na minha opinião, os principais responsáveis pela “crise” que anda nas ruas das nossas cidades. Onde deveriam estar pessoas, bicicletas e crianças a brincar, estão carros que circulam a mais de não sei quantos quilómetros por hora, ou então, amontoados nos passeios. Passeios, que em certos casos nem sem os pára-choques a atravessarem-se no caminho das nossas canelas dariam para que passassem duas pessoas lado a lado…

Aliás, nem deveria de haver a distinção entre o passeio e a estrada! Mas isso é outra conversa, e eu não posso, nem sei alongar-me muito. O que é verdade, é que os portugueses precisam de alguém que os faça gostar das suas ruas, que as torne mais seguras e a transbordarem vida. Como fazê-lo?! Eu não sei, mas sei que entre nós há quem saiba! Infelizmente, também há quem não queira.

Poderei no futuro voltar a tirar fotos destas?
Bem só o tempo o dirá.
O melhor é mesmo jogar pelo seguro e tirar mais umas nas próximas ferias!

4 | comentários:

Alhita disse...

Gostei do texto, a reportagem ta muito boa;)
o snh Manuel ficou no ceu melhor:)
parabens continua

PerGon disse...

Só para dizer....sim senhor!
O senhor Manuel Cartuxo, e a sua nostálgica mercearia. Não posso dizer que sou do tempo, em que tal mercearia estava de vento em poupa...pois já nasci na Era Marchendizing, mas era com certeza tempos de outras vivências! Como tu dizes e bem... provavelmente tempos em que as ruas teriam menos carros e mais pessoas; onde com certeza as ruas do centro de Ourém se enchiam de crianças que brincavam, vendedores ambulantes, e o coração de Ourém transbordava energia e vitalidade.

Agora os tempos são outros... na praça junto à mercearia de senhor Manuel Cartuxo já pouca gente lá passa, a não ser de carro. As crianças já não brincam na rua...
Apesar de tenra idade...dou-me por feliz por minha infância ter sido vivida naquilo que chamamos...rua.

Inté

P.S.: Foram as lembranças e desabafos que reviveram...

catiasilva disse...

gostei do teu comentário sobre o comercio tradicional. posso dizer que as empresas tem como o pricipal objectivo a maximização do lucro,e dái de arranjar 1001 formas para o conseguir usando tecnicas para nos cativar a consumir os seus produtos!nós podemos encontra-las diariamente em qualquer lado!
o comércil tradicional precisa de arranjar meios para o conseguir.
apesar de a loja do Sr. Manuel ser uma preciosidade no centro de Ourém...
deixo mais aqui o meu post, porque acho que cometes-te uma imprecisão no teu cometário: não querias dizer antes Franchising em vez de Marchedising?

contínua, o teu blog está excelente!

Tiago disse...

Tens razão catia. Não sei onde fui buscar Marchedising....lol... é Franchising... lol...

vou tentar no futuro, a medida que vou investigando na net e dando matéria do curso, falar cada vez mais sobre urbanismo, desenvolvimento sustentavele, etc... lol... mas nao prometo nada ;)

para já vejam isto... lol
so para ir picando :P