quarta-feira, 25 de abril de 2007

Como ela, somos livres, somos livres de voar.

Por esta altura a professora Manuela insistia convictamente numa musica. Hoje lembrei-me dela:

Ontem apenas

fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo cualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

2 | comentários:

Zita disse...

BRAVO, BRAVO! Sempre gostei dessa música... O espírito da revolução, e nunca da evolução, de Abril, SEMPRE!

Rosa disse...

havia uma versão engraçada com essa canção... mas o melhor é não dizer, senão ainda perdes o direito de fazer publicidade ao google... :P

Sempre!