quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Teste ao pára-lamas

Copenhaga com as suas bicicletas, chuva e guarda-chuvas

Desde o início do Verão, as bicicletas em Lisboa aumentaram exponencialmente! Todos nós o testemunhamos cada vez que saimos à rua. Eu próprio fiquei parvo, quando esta tarde vi três raparigas a utilizar a bicicleta como meio de transporte, repito, como meio de transporte!, e não como recreio. Estas visões são fantásticas. Ultimamente não há dia em que não veja pelo menos uma bicicleta a fintar os carros, coisa rara há um ano atrás nesta cidade.

Hoje, com o primeiro dia de chuva, depois do inicio desta «revolução das bicicletas», começa o inevitável teste ao pára-lamas e eu confesso que anseio pelos resultados. Estou desejoso para ver se as cerca de vinte a trinta bicicletas, que já nos habituámos a ver nas grades do Técnico, vão conseguir enfrentar os aguaceiros do próximos tempos. Vinte a trinta, pode não parecer, mas é um número incrível, visto que, no último Inverno, só se viam duas ou três bicicletas por dia no Campus da Alameda.

De facto, esta cidade, e as mentalidades que a estruturam e compõem, começam a mudar. Por consequência directa ou não directa, da última campanha do António Costa, permitam-me esta ironia, os Lisboetas estão a reagir. Cada abandono dos 10m² de isolamento, que ocupa um automóvel particular, são uma vitória. Não só uma vitória de ganho de espaço e de redução do ruído nas nossas ruas, mas a cima de tudo, uma vitória de cada um de nós!

O argumento das gotas de água é mais que inválido! Todos os que já deram a primeira pedalada da mudança sabem. É muito importante que estes novos utilizadores da bicicleta resistam. Vão resistir!, estou certo. São eles que tem de provar que ninguém, mas ninguém mesmo, pode dizer que a pouca chuva que cai numa cidade do sul da Europa, pode ser entrave ao bom senso na mobilidade de cada um. É uma questão de esclarecer, de defender a verdade, de combater o falar «sem saber» ou o falar «sem experimentar». Ninguém vai deixar de participar nesta «revolução» por ignorância ou por falta de coragem! A bola de neve já anda por aí a aumentar o seu próprio tamanho. E tenham cuidado!, ela pode apanhar e contagiar qualquer um ao virar da esquina. Vão ver!, sem se aperceberem estão a tirar as duas rodas da garagem!

Ficam ainda como sugestão, algumas dicas do Ricardo Sobral de como

5 | comentários:

Frederico disse...

Quanto a guarda-lamas não se fiem naqueles que são mais ou menos comuns nas muitas BTTs que por aí andam, não servem para muito.
É aconselhavel aqueles 'antiquados' que vão juntinho à roda e que cobrem uma boa parte da sua circunferência.

Isto não presta:
http://www.cyclestore.co.uk/images/categories/154.jpg

Estes sim:
http://www.cyclestore.co.uk/images/products/thumb/11681.jpg

Frederico
www.voudebicicleta.eu

Rosa disse...

confirmo as 30!
e umas 8 são de mulheres.

Anónimo disse...

Hão de experimentar morar na Baixa e ir trabalhar no Castelo!
Bicicletas? Safa!

Anónimo disse...

Caro anónimo:

Baixa-Castelo faz-se em 15 minutos para lá (devagarinho, em mudança leve) e 5 minutos a regressar.

Por acaso também prefiro ir de eléctrico :), excepto quando está cheio.

Fazer um percurso tão curto, por zonas estreitas da cidade histórica de carro devia ser proibido. A zona não foi feita para a circulação automóvel e isso nota-se na ausência de estacionamento.


A passo muito relaxado, fiz Baixa-Portela em 35 minutos de bike. Contando com o tempo que demoras a encontrar lugar para estacionar, quanto duraria esse percurso de automóvel ? Pensa nisso

Vladimiro disse...

Bicicleta é sim um meio de transporte excelente! Com bom tempo prefiro ir da Alta de Lisboa até ao Oriente de bicicleta em vez de metro por demorar menos 20 min (quase metade do tempo!) na viagem.

Agora tenho um dilema que é o mau tempo. Não é só a questão do pára-lamas mas da roupa que tenho que usar na viagem e no trabalho. Acho que um simples impermeável não é suficiente para não chegar todo encharcado ao emprego. Será que alguém que tem que usar roupa um pouco mais profissional continua a ir de bicla? Muda de roupa no emprego?

Pensei colocar esta questão na mailing list da MC mas conto com os comentários do pessoal aqui para obter algumas dicas de como enfrentar o mau tempo que aí vem...

Boas pedaladas!